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A família em quatro gerações (pt_2)

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Texto Bíblico Gn. 2. 2.24 - Sl. 128. 4-6
 
INTRODUÇÃO
 
A família é muito mais ampla do que conhecemos. A família atual não é diferente da família do Antigo Testamento, sendo alterada apenas em alguns aspectos. A influência do contexto cultural às vezes pode mudar alguns aspectos, mas nunca a sua finalidade. Neste estudo nós vamos estudar a família em quatro gerações: a geração passada, a geração presente, a geração que está chegando e a geração que está passando. Nunca devemos esquecer que se hão temas que nunca perdem atualidade, sem dúvida um deles é a família. Essa instituição no fim do século XX sofreu profundas mudanças, aliás, ela sempre sofreu profundas mudanças e transformações ao longo de toda a história da humanidade, refletindo a nossa imagem de família.
Espero que ao longo de algumas segundas-feiras, os amigos e irmão poderão aproveitar e tirar alguns condimentos no que tange a família em todas as épocas.
 
Estudo de hoje:
 
II - A FAMÍLIA NA GERAÇÃO PRESENTE
 
            Junto com a família na geração presente, está incluída a geração que esta chegando. Na família da Geração passada, poderíamos ter estudado as 'Seis característica da família hebraica, ou da família do Antigo Testamento', no entanto não vamos deixar passar por despercebido, pois vamos considerar as vantagens dessas seis características nas famílias presente, que é a família atual. Nós, ou eu em particular, cremos que a família presente perdeu muitas das suas características, tanto espiritual quanto material, valendo observar que são valores importantes que se foram perdendo ao longo dos tempos, mas que poderemos reavê-los, uma vez que os princípios bíblicos não alteraram, e nem perdem o seu valor.
            No antigo testamento ou geração passada, nós encontramos seis características da família, que são: uma família alargada (clã), uma família patriarcal, a família endógama, a família patrilinear, a família patrilocal, e a família polígama. Todas essas famílias formavam a família patriarcal.
 
1.    A família alargada, ou clã.
 
            Essa família trata-se de uma atividade econômica, que incluía escravos e assalariados, dessa família fazia parte dezenas e até centenas de pessoas que residiam numa ou vários aldeias. Entre os membros desta família praticava-se a solidariedade. Como incluir a família presente no quadro de família alargada: Vejamos como isso se enquadra num princípio puramente cristão.
 
a)    A solidariedade deve ser a marca registrada de todos os salvos.
 
Paulo escrevendo aos nossos irmãos de Éfeso 2.19 – "Assim que já não sois estrangeiros, mas concidadãos santos e família de Deus".
            Nesta família chamada família de Deus, o amor é o principio duradouro e conservador da família alargada, onde não pode haver discriminação, não pode haver desunião, ou seja, compartilhar do sofrimento do irmão faz parte da vida de cada um que compõe a família dos Santos, e família de Deus. A família atual precisa compreender que a fonte principal de seu êxito está no amor que vive um para com os outros, baseado na união cristã que nos foi revelado na cruz pelo sangue de Cristo. O livro dos Salmos 133.1: "Ó quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união", e no Salmo 100.1 todos são convidados a louvar ao Senhor: "Celebrai com jubilo ao Senhor, todos os moradores da terra".
            Dissemos no inicio desse capitulo que a família atual perdeu alguns valores, mas que podemos reavê-los:
 
b)    Vivam em união.
 
Viver em união é um valor que algumas famílias atuais perderam. Lares em desavenças, onde o pai não entende o filho, o marido não entende a esposa e a esposa não entende o filho. Parecem até que estão vivendo num "inferninho" debaixo de um teto chamado lar. Esse valor precisa ser resgatado a qualquer custo, pois a falta de união tem sido a causa de muitas desavenças na família que quase sempre termina com a separação dos cônjuges. Com isso a família alargada perde duas vezes: primeiro desfazendo a estrutura do lar, e segundo a estrutura da família de Deus composta por membros em todos os tempos e lugares, línguas, povos, etnias e culturas. Não importa a cultura que essa família vive, o importante é que o amor, a união e a solidariedade estejam presente.
 
c)    Percas materiais da família alargada, nos tempos atuais.
 
Como observamos que essa família no Antigo testamento formava um clã, tendo em vista a família patriarcal, onde o pai era absoluto, nos dias em que vivemos isso parece ser antiquado, porque o pai perdeu essa autoridade sobre a família, onde o individualismo está imperando. Quase sempre o pai é o último a ser consultado, sendo ele o senhor do lar. O individualismo em que as pessoas formam para si, trouxe falta de submissão ao senhor do lar, o pai. O individualismo deve ser combatido com a palavra de Deus, conforme registrado em Deuteronômio 4.10b – "... Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e apreendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos".
           
Há três princípios neste verso que precisamos observar para acabarmos com o individualismo:
    
  i.        Ajunta-me este povo
 
Esse ajuntamento trata sim de uma reunião onde todos estarão unidos, num só pensamento. Nesse ajuntamento haverá um propósito, é disso que a família atual precisa: reunião familiar, diálogo franco. Sem ajuntamento os princípios da família alargada se perdiam no tempo, pois todas as vezes que Israel distanciou do Senhor, os efeitos foram funestos. O pecado só será extirpado do meio da família quando houver ajuntamento da parte de Deus. Josué. 7.16 – "Então, se levantou Josué de madrugada e fez chegar Israel (ajuntou) segundo as suas tribos...". Se alguma coisa esta errada em sua família ajunta-os para uma reunião de oração, para uma palavra. Com certeza Acã estava disperso quando cometeu tamanho erro.
 
     ii.        Ouvir as minhas palavras, e aprendê-las.
 
Depois de ajuntado, o segundo passo é fazer ouvir a palavra de Deus. O pai de família o sacerdote do lar, deve ser instrutor dos filhos e da família de um modo geral. O maior erro hoje é não termos tempo para ajuntar e fazer ouvir a palavra de Deus.
 
    iii.        Para me temerem todos os dias.
 
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (ciência). Na casa de Deus, nós temos a família alargada que deve estar reunida ou ajuntada, para ouvir, aprendendo a temer a Deus. A Primeira família do cristianismo a receber o batismo com Espírito Santo está registrada em Atos 2.1 onde diz: "Estavam todos reunidos no mesmo lugar". Nós temos tempo para tudo, menos para reunirmos com a família. Quando não se reúne não há comunhão, se não há comunhão não há ensinamento para temor. Deus está em busca de famílias temente.
 
   iv.        As ensinarão a seus filhos.
 
            Á Moisés coube reunir o povo e ensinar; havia ali uma grande família, uma vez que estavam todas as tribos reunidas em marcha para Canaã, ali estava à família alargada com um mesmo objetivo, entrar em Canaã. Todo o período da caminhada no deserto foi um período que Deus usou para moldar as famílias em um novo padrão de vida, pois eles traziam consigo todos os costumes do Egito. Deus não podia fazer entrar na terra da promessa um povo misturado como estava Israel. A geração do presente, versículo que estamos estudando, somente dois entraram na terra prometida: Josué e Calebe. Ouve um grande desvio do povo, ao ponto que Deus jurou que estes não entrariam na terra prometida, preparando assim outra geração, e essa geração era a geração do tempo presente, e as que estavam chegando, uma vez que a geração que estava passando a quem Deus tinha tirado da terra do Egito, não foi digna de entrar na terra que manava leite e mel. Eis o grande perigo de não ajuntar o povo, fazer ouvir a palavra para que temam, e transmitam esses ensinamentos as futuras gerações.
             A geração do tempo presente que somos nós precisa preocupar-se com a família, que não chama apenas família alargada, mas sim, como pequenos grupos familiares que somos nós, pais e filhos que vivem debaixo de um mesmo teto, onde compartilhamos de um mesmo sentimento e de uma mesma esperança.
 
2.    Família Patriarcal
 
            Ao estudarmos esse grupo familiar, não podemos confundi-la com a família alargada. Na família alargada temos um clã que gira em torno de até a quarta geração. No entanto na família patriarcal, nós vemos o pai como senhor de toda a família alargada. Pelo sistema de familiar patriarcal, todos somos filhos de Abrão através da promessa, ainda somos filhos de Davi pela promessa da vinda do Messias cumprida em Cristo: "Cristo filho de Davi da raiz de Gesse".
            A igreja é composta dessas duas famílias e ainda da família endógama que vamos estudar dentro deste capitulo. No livro do Gênesis a raiz da família patriarcal a qual podemos julgar que pertencemos por herança, Genesis 12.2: "Far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma benção"; v.3 "E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra".
Aqui aprendemos grandes verdades que vem de uma família patriarcal: O pai da família é o abençoador, porém essa benção requer participação de quem vai ser abençoada. O requisito que Deus deu a Abraão foi que, todos os que abençoassem a ele seriam abençoados. Eu posso traduzir essa benção imputada a Abraão como sendo um respeito digno de honra ao patriarca.
            A igreja como família patriarcal tem a quem temer: O Patriarca por excelência, chamado Jesus de Nazaré, nele serão benditas todas as famílias da presente geração.
 
3.    A família Endógama
 
            A família endógama se preocupa em não se misturar com o mundo, e não dividir a herança com o mundo, ou seja: dá-se a preferência ao casamento de parentes consanguíneos, preservando desta forma a integridade do patrimônio. É interessante isso, preservar a integridade do patrimônio. O casamento com pessoas de outras famílias trariam consequências na separação da herança. Um casamento misto comprometia essa integridade (inteireza moral, retidão, imparcialidade). Encontramos na vida de Isaque um belo exemplo, quando Abraão mandou o servo ir buscar a noiva para Isaque em Genesis 24 vemos alguns requisitos:
a-    V.4 – Irá a minha terra e a minha parentela
b-    V.4 – E daí tomara mulher para meu filho.
Agora vamos estudar o que Abraão preservava para as famílias futuras, diante da grande promessa que Deus tinha feito a ele, abrir mão para que Isaque contraísse núpcias com mulher que não fosse de sua parentela, era cair na falta de integridade com Deus. Olha o exemplo que ele deixa em Genesis 24.7b: "... e que me falou e que me jurou: À tua semente darei está terra....".
            Deus tem promessas grandes para a família que vive debaixo da graça de Deus, porem, consentir que o casamento seja feito fora da parentela cristã é comprometer a nossa integridade com Deus e dividir a herança com o mundo. Nesse particular a Bíblia fala do julgo desigual. A família endógama não admite o casamento misto, pois além da preservação do patrimônio que é a benção de Deus sobre a nossa vida, estaremos comprometendo a integridade de nossa fé para com aquele que cremos. Contudo, queremos alertar que na família endógama antiga, era tolerado o casamento entre irmãos consanguíneos, porém em nosso tempo isso não é permitido, tomemos desta forma o sentido espiritual da palavra.
 
4.    A Família patrilinear
 
            Nessa família o pai é quem determina à atribuição e domínio do filho.
 
5.    A família patrilocal
 
            Nessa família, todos residem na casa da família do homem. Ainda existe em algumas culturas e até mesmo em nosso país, esse tipo de família.
 
6.    A família polígama
 
            Apesar das varias referencias Bíblicas de homens que tiveram mais que uma mulher no antigo testamento, em nosso tempo é terminantemente proibida. Pois a nossa lei só faz um casamento em papel, para que haja o segundo é necessária à separação de corpos, chamado de divorcio.
            Igualmente, é repugnante para a família cristã uma separação, e essa culminada com o divorcio.
 
Próxima segunda-feira continuaremos abordando o assunto em questão. Até lá, que Deus te abençoe!
 
 
 
Jaime Bergamim
 
Bacharel em Teologia
Mestrado em Psicologia Pastoral
Pedagogo.
 

 


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