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Autoridade do Marido Comprometida

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A FAMÍLIA E SUAS DIFICULDADES NO SÉCULO XXI _Texto Bíblico Sl. 11:3 (continuação Parte 3)
 
III. Autoridade do Marido Comprometida

1. Marido a cabeça.

 “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”. Ef. 5.23

     Quando falamos do marido cabeça, logo passa pela mente das mulheres, um machista cheio de autoridade e mandão, e o marido estufa o peito, e cheio de orgulho compromete a submissão da mulher a si como líder da família. Lançaremos mão de recurso psicológico para melhor esclarecer o assunto tão polemico para os casais do Século XXI.

     a. O casamento normal.

     É a união amorosa, inclusive sexual, que permite adaptações contínuas nos mais diversos graus, estabelecendo interesse e concessões mútuas ao longo da vida de um casal conjugal. Essas adaptações jamais poderão ser iguais fora do casamento. No casamento normal, essas concessões não significam humilhação, perda de poder ou ameaças para os cônjuges. Na sociedade, fora do casamento, essas concessões são impossíveis porque o individuo poderia ser pisado ou ameaçado de destruição. No plano individual, vamos citar uma definição de Freud: “A pessoa normal é aquela capaz de amar e trabalhar juntas”. Assim. Concluímos que, o marido cabeça, não significa subjugar a mulher à obediência escrava, cega e absoluta, sem reconhecer os seus direitos, necessidades e limites.

     b. Casamento neurótico.

     Nesse tipo de casamento, partindo de certas interpretações concluímos que, é aquele casamento onde a concessão mutua são inibidas, impedidas e até mesma bloqueada por simples razões pessoas ou sociais, ou talvez por influencias familiares. Aqui, a submissão de um ao outro, ou da mulher ao marido são destruídas por certas influencias ao longo da existência conjugal. Do outro lado, temos o casal Conjugal, que é uma estrutura que resulta do “equilíbrio de forças de coesão e dissociação”. Essa evolução de equilíbrio de forças, que se processa em função do tempo, é que constitui a dinâmica do casamento e seu ajustamento em nível normal. É interessante notar que o estado neurótico de certo casamentos, nem sempre impe a duração do mesmo. Talvez seja a causa da existência. É claro que isso não fica bem para as famílias cristãs, mas é um meio de explicar por que alguém em meio a tantas atrocidades em determinado lar, ainda continua junta. Como se diz o provérbio popular, “marido e mulher, são os únicos inimigos que dormem juntos”. Assim, entendemos melhor essa situação.

     c. Entendendo o casamento conjugal.

     Ao falar em casal, estamos falando de uma entidade concreta e não abstrata, mas uma espécie de sociedade homogenia.      É esse casal que estabelece uma estrutura que contem vínculos, sendo esse vínculo mais que um elemento conector, ele se passa e se estrutura dentro do espírito de cada um dos cônjuges. Para que isso aconteça, é necessário que exista um acordo entre os dois “Eu”, para que permita organizar um Espaço-Temporal, isto é, vida comum cotidiana, um projeto futuro, uma tendência monogâmica e relações sexuais consentidas, cria assim, o compartilhamento conjugal, que resulta em uma transformação profunda, conhecido em psicologia como objeto-casal de cada um em objeto-casal-compartilhado. Cada casal é único com sua dinâmica própria. O compartilhamento é fruto inicial da fascinação da ilusão amorosa que se desenvolve durante o período de namoro e noivado e que irá se transformando ao longo do convívio íntimo em fascinação do vinculo por ele mesmo, criando o compartilhamento. Todo ajustamento deverá ser feito por ambos os cônjuges, às vezes difíceis e mesmo dolorosa, mas necessariamente esperado.
     De tudo que até aqui falamos, tentamos explicar o que significa ser o marido cabeça. Em todos os aspectos do casamento, a família é constituída sobre uma única base: amor mútuo e consentimento coeso. Fora desse padrão, a submissão da mulher do Século XXI, torna quase impossível. Eis algumas forças de coesão, tanto externa com interna, que torna a submissão agradável.

1. Atração poderosa entre os sexos, que é biológico;
2. Amor: uma necessidade humana fundamento e vital, que é psicológico;
3. Fidelidade;
4. Sinceridade e transparência;
5. Lucidez (clareza, brilho);
6. Sentimento de responsabilidade.
 
     Quando esses fatores não existem no casamento, não poderá haver submissão. Para a solidez e duração da união conjugal, tão necessário no Século XXI, o caminho amizade-amor, é mais seguro. Amizade-amor, é um sentimento agradável, não cria temor. A interpretação psicológica cria gostos comuns, afinidades em diversos planos, centro de interesse e terreno de entendimento comum, tornando possível encontrar-se “fora da cama”. Assim entendemos que, a interpretação física e psicológica é necessária para a união duradoura. Ninguém se basta a si mesmo, “a dois” se reforçam e criam um espaço interno comum, que determina a compreensão um do outro. Valorizar-se é elemento necessário para melhor desenvolver a amizade, lastro que permite suportar, a dois as dificuldades da vida matrimonial e da vida em geral, criando assim, a submissão mutua sem constrangimento.
     A luz da bíblia sagrada cabe ao marido ser amante, e a esposa ser amada. Se quiseres, a submissão da esposa, então a ame primeiro, de afeto e carinho. Amizades e companheirismo e colherá submissão voluntária, entrega sem resolução.

2. Disciplina financeira

 
     A conquista de independência da mulher afetou a disciplina financeira do casal. Antes, aquela esposa que administrava as finanças do esposo no cotidiano do lar, agora ela passa administrar as suas próprias finanças. Quando isso ocorre com transparência e honestidade transforma-se em benção, mas nem sempre isso acontece. Os casais devem evitar pressionar um ao outro insistindo em aquisição (ex.: bens materiais) desnecessária que levara ao sofrimento. A Bíblia afirma que nem tudo consiste em abundancia de bens (Lc 2.15).
     O Século XXI está marcado pelo consumismo. A propaganda enganosa, as ofertas tentadoras e a facilitação de crédito têm levado muitas famílias à falência. Pessoas obcecadas por marca e etiquetas, quando o produto é os mesmo nas lojas comum. O marido acaba perdendo o controle sobre o lar, quando as finanças são mal administradas, influenciando assim ate mesmo o seu comportamento, levando-o a estresses comprometendo a produtividade pessoal em todas as áreas de sua vida. Quando isso acontece, quase sempre o esposo acaba por assumir uma liderança que caberia muito bem a esposa, criando desta forma certas incompatibilidades no lar que pode levar as desavenças irreparáveis.
 
3. O marido e o exercício da comunicação.

     A comunicação que parte do esposo é fundamental para o relacionamento compartilhado e conjugado, começando pelo evento do dia a dia. “Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade”. Rm. 12. 13. Por mais que lutamos por paz, sempre teremos tempo de conflitos e lutas, perseguições, e diante de tudo isso podem se cambalear, e até cair. É nesse momento que precisamos um do outro e a comunicação se torna importante.
     O perdão é peça fundamental para o casamento feliz. Onde não há espaço para o perdão, dificilmente haverá casamento duradouro. O Século XXI está marcado pela correria. Faz-se viagem à longa distancia em poucos minutos. O tempo é o elemento mais importante na economia do mundo, mas tem sido uma desgraça na família. O pai não tem mais tempo para os filhos, ou vice versa, e quando surge o problema quase sempre pai e mãe não estão juntos para conversar.
     A conservação de um bom casamento, entretanto, requer uma discussão razoável e de mente aberta sobre a indiferença, e disposição para ser a indiferença o menos importante e o de menor razão. A concessão em amor e o caminho para a solução de conflitos. Através da comunicação inteligente e do respeito pelas convicções e sentimento da outra pessoa, o problema pode ser livremente discutido e resolvido, se é que havia um. 
     Nós homens, devemos reconhecer a igualdade da mulher, não só em sua criação, mas também em sua responsabilidade em obedecer a Deus. Ambos, homem e mulher, têm a mesma responsabilidade de fazer a vontade do Senhor, e ambos sofreram as consequências de seu julgamento pela falha em razão de fazê-lo. Nunca esqueça que ao homem foi dada a posição central, a posição de suportar. Dele era, e é a responsabilidade de suprir as necessidades. A mulher é companheira auxiliar, e juntos devem honrar a Deus o nosso senhor, sem grau de superioridade, mas sim, de respeito mútuo e consentimentos de ambas as partes. Todo casal, poderá ter um espaço em seu dia para realizar a tarefa de comunicar, mas infelizmente muitos têm sido os obstáculos para impedir que junto façamos até mesmo uma oração. Temos mais tempo para ficamos na frente do aparelho de televisão, do que passarmos juntos uma hora na mesa. A família do Século XXI esta marcada pela falta de tempo, ou, alias tempo mal administrado. A Bíblia nos ensina há remir o tempo: “Remindo o tempo, porquanto os dias são maus” Ef 5:16. Cabe a cada um na plena velocidade desta vida, organizar a agenda, fazer compromisso. Mas nunca esquecer que a família tem primazia ocupando o lugar de destaque em todo o tempo.
 
Não perca o estudo da próxima semana onde abordaremos sobre: JUVENTUDE E ADOLECENTES DO SECULO XXI
 
Até lá!
 
 
Pb. Jaime Bergamim
Bacharel em Teologia
Mestrado em Psicologia Pastoral
Pedagogo
 
 

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