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Casamento e Família (pt_3)

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IV – O QUE ÚM LAR       
 
1 Propósito do lar
 
                O lar é uma forma de unidade conforme disse a antropóloga Margaret Mead. O lar assume diverso papeis para a família; é o local onde pais e filhos se reúnem para adorar a Deus, é nele que se mantém a comunhão de uma família. Lares bons formam o alicerce para uma sociedade e para uma nação. Ao criar o homem Deus colou-os no Edém, onde podemos chamar de primeiro lar, neste local Deus requeria obediência, santidade e adoração. No entanto esse primeiro lar foi corrompido pela entrada do pecado, e sucessivamente passou para as demais gerações. O lar tem sua importância na vida humana, pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crença e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então assim podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, assim, o que é bom para a família é bom para o mundo.  Com a existência do pecado, sabemos que os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a bíblia ensina sobre o lar é uma garantia de que atingiremos o alvo a qual Deus tem para nós na relação de família. O lar é um instrumento que uma família usa para dar glória a Deus e a felicidade no lar é dada por Deus quando o lar é feito dirigido na obediência aos princípios com os quais Deus o instituiu.
 
2 – Amor e responsabilidade no lar
 
                No amor se vê só felicidade, no casamento e o lar se vê responsabilidade. O amor no lar é algo particular de cada um, que nasce e cresce de acordo com os princípios de vida de cada pessoa, que se fortifica com a vivência e a intimidade em certo relacionamento. O amor é uma necessidade humana fundamental e vital à vida de cada ser humano, é impossível viver em uma sociedade sem que aja amor, ainda que esse amor seja interesseiro, mas ele existe para base de um relacionamento. Em um lar formado pelo casamento é mais do que interesse, é o interesse como de cada parte. A onde se funde as forças de coesão (associação intima das parte, harmonia, concordância, união). Quais são essas forças de Coesão:
 
a)       – Atração poderosa entre os sexos
b)       – amor Mútuo
c)       – Fidelidade
d)       – Lucidez
e)       – Sinceridade
f)        – Sentimento de responsabilidade
 
Essas forças de coesão são de responsabilidade do casamento, para que aja a felicidade do amor no lar. Vamos estudar então algumas dessas forças de coesão.
 
Atração entre os sexos:
 
                Para que o lar seja fortalecido é preciso que essa força de coesão no casamento seja o amor constituído inicialmente de interação que estabeleça em nível físico, determinado pela atração mútua. A atração sexual é uma das condições necessária para a felicidade intercâmbial do casal, no entanto, não é condição suficiente para fortalecer o amor no lar. O relacionamento conjugal se estabelece ao longo do processo de mútuo conhecimento físico, do que significa para cada um. No entanto o diálogo sexual, não deve esgotar outras formas de diálogo geral: Sentimental, intelectual e espiritual. O prazer do sexo está além de tudo englobado em todo um contexto de variações. O que dá valor á atração física no casamento é o amor, o qual da felicidade no lar.
 
Amor:
                O amor conjugal é formado de uma série de harmonia que ao longo da vida se revigora umas com as outras: Ternura, curiosidade, desafio, que todo momento deve ser renovados, assim também interesses e projetos compartilhados e desejo mútuo de um filho. O amor conjugal que fortalece o lar deve ser revigorado a cada etapa da vida, constituindo por estado amoroso multiforme, configurado pela interpretação psicológica. Para que o amor torne-se cada vez mais profundo, é preciso que aja interpretação psicológica e física no matrimonio, essas interpretações são necessárias como base da união duradoura. Ninguém se basta a si mesmo, mas a dois reforça e cria um espaço interno comum que determina a compreensão um do outro. Valorizar-se mutuamente é elemento necessário para melhor desenvolver a amizade, lastro que permite suportar, a dois, as dificuldades da vida matrimonial e da vida em geral, e que fortalece a estrutura no lar, onde pais e filhos se unem  em uma só fé amor e compreensão.
 
Fidelidade:
 
                Existe toda possibilidade de sermos fiéis, quando encontramos um ser com o qual se consegue ter uma impressão total, ou mesmo parcial de apaziguamento de nossos impulsos internos, existente em todos os seres. No casamento conjugado compartilhado, o outro auxilia, apazigua nossas inquietações e tensões complementando onde temos deficiências, assim existirá toda possibilidade de permanecermos fiel um ao outro. Essa força de coesão depende de outras forças, principalmente do amor e da sinceridade.
                                    
3 – Desenvolvendo o companheirismo no lar
 
            Os filhos são os melhores companheiros de uma família, no entanto no mundo que vivemos essa espécie de companheirismo está acabando. O companheirismo desenvolve uma posição segura no lar, onde os pais colocam limites e parâmetros dentro dos quais os filhos se sentem seguros. O companheirismo faz que os filhos passem a raciocinar das seguintes formas: Meus pais estão realmente preocupados comigo, por isso então devo temer algo mal? Salomão nos deixa um grande exemplo de companheirismo no lar, Pv. 4.3-4 "Porque eu era de meu pai, tenro e único em estima diante de minha mãe. E ele ensinava-me e dizia-me: retenha as minhas palavras ao teu coração; guarda os meus mandamentos e vive". Os pais de Salomão tinham companheirismo com limites para ele como filho. O companheirismo por parte dos pais desenvolve segurança no filho, ainda que esse companheirismo deva vir acompanhado de disciplina, pois criança nenhuma nasceu que não exija disciplina, exceto Jesus Cristo.
Pv. 22.15 "A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugenta dele". Já em Romano 3.23 diz: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Sempre que houver companheiros, ele está acompanhado de disciplina, pois o coração do homem é perverso, nisso podemos ver que a disciplina corretiva é necessária, mesmo quando entre pais e filhos haja um companheirismo, pois muitos confundem companheirismo com libertinagem, o que não é a mesma coisa. Os pais devem ser amigos e companheiro dos filhos, ma nunca deixar que isso venha cair em desrespeito para consigo e com os outros. A sociedade em que estamos vivendo pensa diferente da Bíblia, dizendo que qualquer proibição por parte dos pais ou em autoridade sobre os filhos, pode danificar a personalidade em desenvolvimento,  auto estimação, a maneira de criatividade e auto expressão da criança. No entanto estas autoridades mundanas que se dizem sabiás estão sem entendimento: II Co 10.12  "Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmo; mas esses que se mede a si mesmo e se comparam consigo mesmo sem entendimento".
           Correção Bíblica administrada, produz fruto pacífico, Hb 9.12 "Além do que, tivemos  nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós reverenciamos; não sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos , para vivermos?".  Na verdade o filho deixado a si é criança maltratada. Vejamos o que diz Provérbios 23.13 “Não retire a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá”. Queremos observar, que a “vara” deve ser a última a ser usada, quando todo o meio de disciplina se esgota, é nesse ponto que a sociedade se coloca em favor da criança, uma vez que existem pais que só sabem disciplinar o filho por meio da vara, quando na verdade vara tem vários significados, e não apenas como castigo. A vara é que dá a direção, vara e símbolo de liderança, e também é símbolo de ação. Quando não sabemos aplicar a vara no sentido de direção, criamos filhos desnorteados, essa vara é representado pela palavra de Deus que é o caminho,  a verdade e a vida. O filho deve ser norteado pela palavra de Deus, pois os conselhos dos ímpios, vezes se tornam mais fortes que nossos argumentos, mas quando usamos a palavra de Deus, ela nos dá direção certa do caminho de como nortearmos nossos filhos. A vara representada como liderança, fala da autoridade amorosa que os pais usam para disciplinar os filhos. Muitos pais perderam a liderança sobre seus filhos por falta de direção solida baseado na palavra de Deus. Ser líder não é o mesmo que ser um ditador, um déspota ou um arbitrário, mas sim saber comunicar princípios básicos de um líder pacífico e moderado. Nunca vi uma liderança baseado na ditadura que alcançasse algum êxito, quase sempre redunda em fracasso, isso tanto faz em um lar, na igreja ou na vida profissional.
 
Filhos no lar com posição de proteção Emocional:
 
                Os pais responsáveis para com os filhos devem criar um ambiente propício para os filhos, para que eles possam crescer e desenvolver sem quantidade de estresse que pode prejudicar o seu desenvolvimento. A Bíblia nos ensina a não provocar irá aos filhos. Dentro do período chamado de adolescência, os pais precisam ter uma grande compreensão com relação a esse ambiente emocional, pois é o período que eles sentem deprimidos, e qualquer atitude de nossa parte pode feri-los. No entanto muitos pais não entendem esse tempo crítico do desenvolvido da vida da criança ou jovem. Tornamos pais enfadonhos quando passamos querer dar auxilio fora dos parâmetros exigido para essa idade, eis o grande motivo de muitos filhos desviados em nossas igrejas, pois muitas vezes eles não são entendidos nem mesmos pelos obreiros em quem eles espelham e esperam apoio.
 
O lar, lugar onde se prepara o filho para a vida:
 
                O mundo hoje desenfreadamente caminha para o abismo, e quase sempre ele está a influenciar a família, eu uso dizer em minhas palestras que devemos preparar nossos filhos para o mundo, e não deixar que o mundo prepare os nossos filhos para nós. Quando preparamos os filhos para o mundo, estamos dizendo que estaremos entregando a sociedade um jovem sadio e preparado para esta sociedade. A Bíblia nos prova que os pais, não só são os primeiros, mas também os melhores mestres que os filhos podem ter. É no lar que a criança prepara-se para enfrentar o mundo, vindo de um lar verdadeiramente cristão, um jovem se mostra verdadeiramente preparado para enfrentar as diversidades que vai encontra numa sociedade sem Cristo e sem o amor de Deus.  Encontramos na bíblia o belo exemplo de Manoa pai de Sansão, que se preocupou com a maneira de criar o menino. Assim temos em vista que esse pai queria desenvolver um caracter cristão e uma vida preparada para a função de narizeu que o filho havia de exercer. Os nossos filhos vivem um terço de sua vida no lar juntamente com os pais. Geralmente a média de vida hoje é de setenta anos, e um jovem fica na casa do pai até no mínimo aos vinte anos de idade. Não poderia eles ser com os animais que em poucos dias se tornam independentes? Não, Deus precisa de algo a mais para seus filhos, é dentro do lar que o filho ganha esse algo a mais, adquire a experiência e amadurece para a vida adulta. No lar o amor sem disciplina é puro sentimento, a disciplina sem amor é tirana, lar que não prepara o filho para a vida é o funeral da própria vida.
 
No lar, dando tempo aos filhos:
 
                Diz que Suzana Wesley, a mãe do famoso evangelista João Wesley, avivalista, escritor e fundador do metodista, passava uma hora por semana a sós com cada um dos seus dezenove filhos. O fator principal para expressão de amor dos pais para seus filhos está no tempo dedicado a eles. Esta é uma forma de expressão de amor para qual não se faz necessário gasto de dinheiro, no entanto não podemos mostrar amor por nossos filhos sem que possuamos amor por eles. Em dias de tantas correrias que vivemos é quase impossível para alguns pais reservar essa prioridade para os filhos e família, mas é necessário que passamos a reservar esse tempo. Não são poucos os filhos de obreiros que reclamam que o pai tem mais tempo para a igreja do que para eles, e eu digo: eles tem razão, a igreja não veio antes da família, mas a família antes da igreja, não adianta ganharmos todas as famílias para Cristo e perder a nossa que  esta dentro de nossa casa. Pensemos nisto. As reuniões familiares perderam seus valores, tornamos mais individualista, e o diálogo familiar foi sufocando, a família perdeu a comunicação verbal, perdeu a comunicação facial, seus olhares se tornaram triste, o cansaço e luta de cada dia nos tira o brilho da comunicação em família, mas ainda é tempo de restauramos esses valores que foram negados no dia a dia. Diz que os entendidos, que expressamos noventa e três por cento através de nossa face, ou seja, comunicamos mais com a nossa fotocopia do que com palavras, essa comunicação interrompe a comunicação verbal. A Bíblia diz que um coração alegre aformoseia o rosto. Como e lindo conviver com pessoa que sempre expressa alegria, mesmo nas horas de dificuldade.
 
Liberdade de comunicação:
 
                Dando oportunidade de comunicação aos filhos, estaremos desenvolvendo neles o conceito de sua identidade. Uma tarefa central da juventude é de encontra respostas viáveis à pergunta. Qual a minha posição no mundo, ou quem sou eu? É enigma da identidade pessoal, descobrir quem são e qual a sua posição no mundo e quem vivem. Se não houver liberdade de comunicação, o jovem perde o senso de valores de uma posição em que estão ou vão ocupar dentro dos vínculos familiar. A posição que ele ocupa dentro do lar usando a comunicação determinará o que será no futuro, vão aos poucos descobrindo que eles possuem valores inestimáveis, assim estaremos desenvolvendo a sua autoestima, e seus valores são reintegrados a sua personalidade vital que contribuirá não só para o crescimento material, como também para o crescimento espiritual. A comunicação pode desenvolver um claro senso uma alta percepção estável do próprio “eu” através do tempo, isto é, a necessidade de que somos hoje semelhante e temos laços  coerentes com aqueles que fomos ontem e que seremos amanhã.
 
CONCLUSÃO      
        
                Quantas vezes meu amado você venceu o inimigo dentro do seu lar? É claro que foi várias vezes, que talvez não seja possível numera-las, e quem sabe muitas ainda estão por vir. Esperamos que este estudo venha lhe ajudar a crescer e madurecer, e que tenhamos famílias mais solidadas e resistente contra os ataque ardis de Satanás. Que Deus vos abençoe e nos guarde em Cristo Jesus.
 
 
 
Pb. Jaime Bergamim
Bacharel em Teologia
Mestrado em Psicologia Pastoral
Pedagogo
 
 

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