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Casamento e Família (pt_2)

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.....continuação
 
 
III – OS PROPÓSITOS DE DEUS PARA O CASAMENTO
 
                O casamento foi instituído com propósito, e se quisermos Deus em nosso matrimônio devemos conhecer os propósitos divinos  para o mesmo.
 
1 – Companheirismo mútuo
 
                Esse companheirismo complementa a vida do casal: Gn 2.18 "E disse Deus: não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele". A falta de companheirismo traduz solidão e medo. Para alguns psicólogos ser solteiro traduz medo, e em muitos casos o companheirismo eventual não preenche o vazio que o matrimonio preenche.
                Não é de admirar que alguns casais estejam alheios a essa importante tarefa de ser companheiro. Paulo escrevendo aos Coríntios cita: I Co 11. 11-12 "Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão, no Senhor... Porque, como a mulher provém do varão, assim também o varão provem da mulher, mas tudo vem de Deus".
                O Casamento foi instituído para quebrar o isolamento da vida. Deus disse: Não é bom que o homem esteja só. Esse companheirismo se desenvolve ao longo do casamento que os psicólogos chamam de Casamento normal. Onde a união amorosa, inclusive sexual que permite a adaptações contínuas nos mais diversos graus, estabelecendo interesses e concessão mútua ao longo da vida de um casal. Essas adaptações jamais serão iguais fora do matrimonio. Isso sim, podemos chamar de companheirismo no casamento, uma adaptação sem reserva. O companheirismo é criado ainda pelo casal conjugado, ou seja, é necessário que exista entre os dois "Eu" um acordo implícito que permita organizar um espaço compartilhado, isto é: vida comum cotidiana, um projeto futuro que da em resultado final a tendência monogâmica.
 
2 – As satisfações amorosa
 
                A satisfação amorosa também está no plano de Deus dentro do propósito para o casamento: Ec 9.9 "Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida de sua vaidade". É inegável uma satisfação amorosa sem falarmos em sexo. Negar a satisfação que o sexo proporciona é ser hipócrita ou neurótico. Essa satisfação amorosa deve ser compensada de ambas as partes, não somente para satisfação do marido, mas também da esposa; I Co 7.3 "O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido".
                A satisfação amorosa preenche um vazio que de outra forma não seria preenchido de forma alguma. Vejamos o que diz o Dr. Haim Grunspun em seu livro Casamento e Acalento: "A Mulher que escolhe uma carreira, ao invés de casamento, não consegue um lugar prestigiado e satisfatório no mundo". Ela pode conseguir tudo que quer na vida particular, mas satisfação amorosa verdadeira só se encontra no matrimonio fora disso tudo não passa de uma decepção e frustração num futuro próximo.
 
Submissão e respeito mútuo
 
As mudanças no papel da esposa, mudou as regras de submissão e respeito mútuo. O Citado Dr. Haim, no livro Casamento e Acalento, escreve:
 
"A Mulher já não é mais companheira passiva. É participante ativa da vida. Ela exercendo um profissão compartilhada, nas despesas do lar e na vida social do marido . Busca satisfação em nível de diálogo franco e constante. O poder do marido sobre a mulher alterou-se  sutilmente, ou mesmo conflitivo. A mulher-esposa é exigente e, quando profissionalizada, chega a ser competitiva com o homem."
 
O que podemos entender é que o espaço ganho pela mulher trouxe certa autoridade sobre o marido, uma vez que ela passou também assumir responsabilidades que antes era privilégio só dos homens. Essa liberdade deu a mulher maior responsabilidade onde os dois sofrem: O que Diz Magareth Mead  no livro Macho e fêmea:
 
"Se continuarmos no hábito de falar sobre a posição da mulher no vácuo, fracassaremos em reconhecer que aonde um dos sexos sofre, o mesmo se dá com o outro".
 
A insubmissão não traz felicidade, não sendo isso o propósito de Deus para o casamento.
 
4 – O casamento proporciona a pureza moral.     
               
                Se não fosse o casamento, o mundo seria um prostíbulo sem tamanho, assim sendo, o casamento proporciona a pureza moral tanto do cônjuge como da sociedade em que vivemos. I Co 7.2 "Mas por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha seu próprio marido".
                A manifestação de muitas doenças transmitida pelo sexo, como a apavorante AIDS, tem sido por causa de degradação moral da sociedade em que vivemos, quando as pessoas trocam de casais ou parceiro como se troca de roupa.
 
5 - O Casamento e o lar
 
                Em Mt 19.5 - Quando O Senhor Deus disse que deixaria pai e mãe e se tornaria uma só carne, deixa bem claro que estariam formando um novo lar, e neste lar cada um terá só responsabilidade, conforme estudaremos em um próximo capitulo. O lar não é apenas uma residência, mas onde se constitui uma família, esse é o propósito do casamento, formar o lar e em seguida a família que é à base da sociedade, e o corpo de Cristo, vindo por fim a igreja.
 
6- A fidelidade e o casamento
 
 
                A infidelidade no casamento vem de vários fatores. Em muitos casos quando as concessões mútuas entre os casais são inibidas, impedidas e mesmo bloqueadas por razões pessoais, familiar ou social, tais características são taxadas de Casamento Neurótico. No entanto para que exista uma fidelidade no casamento é necessário o casal compartilhado, que existe em os dois "eu", um acordo implícito que lhe permita organizar um espaço temporal compartilhado, isto é: vida comum cotidiana, um projeto futuro, uma tendência monogamia e relações sexuais consentidas. Quando não houver acordo mútuo na vida do casal, certamente o casamento estará se enfraquecendo. Amor do casal é constituído inicialmente, da interação que se estabelece, em nível físico, determinado pela atração mútua. A Atração sexual entre os casais é uma condição necessária para fidelidade, e para a felicidade intercambial do casal, porém não é a única condição suficiente. O diálogo sexual, não esgota as outras formas de diálogo: Sentimental, intelectual e espiritual. Acima de tudo é o amor que deve valorizar, reeducar e sublimar, sem medo, a riqueza da sexualidade. O Amor conjugal é formado de uma serie de harmonia que ao longo da vida se revigoram umas com as outras: ternura, curiosidade, desafios, que a todo o momento devem ser renovados. A fidelidade conjugal se estabelece ao longo da vida, quando se observa e se revigora a cada etapa, constituído por um estado amoroso e multiforme, observando e configurando pelas interpretações psicológicas que vai se estabelecendo ao longo da convivência da vida a dois. Na vida conjugal atual, é necessário abrir espaço para o amor, para que se organize verdadeiramente a convivência do casal. Existem todas as possibilidades de sermos fieis, quando encontramos um ser com qual se consegue ter a impressão total, ou até mesmo parcial de apaziguamento dos nossos impulsos internos, existente entre os dois seres.
                Sabemos que podemos receber estímulos de outras fontes externas ao matrimônio. Isto, contudo, não deve constituir motivação suficiente para impulsionar a atuação fora da relação conjugal. O Verdadeiro amor em nosso cônjuge nos torna mais forte que as forças de coesão externas. Que Deus nos de a sua graça, para mantermos o nosso casamento insolúvel, mantendo assim a nossa fidelidade ao nosso cônjuge.
 
 
Não perca na proxima semana a ultima parte deste estudo. Até proxima segunda-feira!
 
 
Pb. Jaime Bergamim
Bacharel em Teologia
Mestrado em Psicologia Pastoral
Pedagogo
 

 

 


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