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Familia e a Terceira Idade (pt_2)

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Continuação: 
 
II. MODELO DE FAMILIA NA TERCEIRA IDADE
 
1.    Retomando a estrutura familiar:
 
Preferi separar um capitulo para esse tema, por achar muito importante. A bíblia esta repleta de famílias vitoriosas, mas também de famílias que tiveram fracassos.
a.      Davi – Por causa de seu pecado, e certamente lhe faltou exemplo, viveu drama com seus filhos que quase perdeu o reino. Mortes e traição fizeram parte da família de Davi. Mas na família Davi estava centrado a promessa messiânica. Isso me faz entender o quanto Deus amava a Davi, que em meio à crise familiar, a promessa não foi revogada. Mesmo no meio dessa turbulência familiar, Deus levanta Salomão para dar continuidade ao reino davídico.
 
b.     Abraão nosso pai na fé – Exemplo de família a ser seguido; mesmo com a idade avançada, se preocupou com filho Isaque. Assim fica claro que a terceira idade é o período que temos mais tempo para nos dedicarmos aos nossos filhos e netos.
 
c.      Isaque – Já com visão escura, enganado por Jacó, ministrou a benção da primogenitura. Em todo o tempo de nossa vida, devemos ser benção para os outros.
 
2. Como ser útil na terceira idade
 
A Igreja poderá criar atividade que essas pessoas possam ser úteis. No serviço comunitário e social da igreja podemos ocupar as pessoas da terceira idade, pois são hábeis conselheiros, isso quando já não são profissionais na área da humana, tais como: psicólogos, pedagogos, terapeutas familiares e outros.
A igreja necessita de voluntários para tais serviços e serviço de capelania em hospitais, orfanatos, conselheiros para mães solteiras, viúvas e órfãos.
As pessoas da terceira idade são muito experientes e hábeis para tais atividades. Fico incomodado quando vejo obreiros experientes que deram sua vida no ministério, e agora estão sentados nos bancos da igreja sem nenhuma atividade. Precisamos olhar com outros olhos para os nossos membros da melhor idade. Cuidar de enfermos da igreja, tais como dar banho, levar ou acompanhar em hospitais, ajudar em pequenas tarefas domestica, são tarefas que a igreja deve criar para tais atividades.
 
Quando se tratar de obreiros que estão entrando na terceira idade, os cuidados devem ser ainda maiores. Jubila-los contra a sua vontade, pode ser o veneno psicológico mortal a sua saúde. Na maioria tais pessoas sentem-se rejeitados e inválidos, depois de ter feito tanto.
 
A visão pastoral deve ser ampla com relação à membresia da terceira idade. Escolas Dominicais devem ter classe especial para eles, levando em conta a cultura que eles viveram em relação à cultura atual. Os professores para essa idade deveriam ser bem preparados e especializados em métodos andragogicos, pois devera mediar o ensino levando em conta o conhecimento e a experiência que essas pessoas possuem.
 
III. OBRIGAÇÃO DOS FILHOS
 
1. Até que pontos os filhos são responsáveis pelos pais.
 
Do ponto de vista cristão, não existem limites para que cuidemos de nossos pais, independente de serem eles, sogros ou sogras. Nesse momento final da vida o que vale não é o passado, mas o amor.
Há casos especiais que o próprio idoso não quer ser cuidado. Porem precisamos compreender que por mais viril que sejam, não são mais jovens. A união da família é fundamental, quando todos devem voltar sua atenção aos seus progenitores.
 
A bíblia faz uma recomendação exemplar:
"Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel." (I Tm 5. 8)
 
Nesse sentido quem são os da nossa família? São todos aqueles que fazem, parte de nossa família, ou seja, os membros consanguíneos. Honrar pai e mãe é um mandamento com promessa, e isso vale para toda vida, enquanto eles viverem.
 
2. Ingratidão dos filhos
 
Muitos filhos só por que são bem sucedidos na vida, enquanto seus pais fracassaram, se acham no direito de excluí-los de sua responsabilidade de cuida-los. Alegam que os sofrimentos de seus pais são conseqüências de não ter pensado no futuro. Pode ser até verdade, mas não pode ser motivos para abandoná-lo.
Quero chamar sua atenção para o seguinte motivo:
  1. Vejam a época que eles viveram;
  2. Pensam nas mudanças tecnológicas nos últimos anos;
  3. Levem em consideração a cultura e a educação que eles receberam;
  4. Pensam na influencia do meio da época que viveram: familiar; social e religiosa.
 
Tire você mesmo à conclusão. Pense que eles viveram em outra época em que os pensamentos humanos eram outros, quando tudo parecia mais fácil, mas os tempos mudaram. Como será a cultura, a tecnologia quando a nossa terceira idade chegar? O que os nossos filhos vão falar de nós? Olhe para as roupas que você vestia na sua mocidade, o corte de cabelo, o modelo de sapato; compare os com as novas tendências que você adquiriu, vai rir de você mesmo. Pense nisso.
 
Ingratidão sem limite
 
A ingratidão de certos filhos chega a extremo, que alguns abandonam os pais em asilos, ou até mesmo em suas casas, nem se quer faz uma visita ou um telefone. Às vezes essa ingratidão é reflexo do passado, mas como disse, são apenas desculpas esfarrapadas para se livrarem da responsabilidade, afinal, cuidar de idoso não é tarefa fácil.
 
3. Como lidar com momento de depressão do idoso
 
Para mim essa é a fase mais difícil da etapa de aconselhamento, principalmente quando nos parece que o idoso está num estado bipolar. São agressivos e se sentem no direito de mandar, exigem e querem dar ordens, afirmando que: sou mais velho que vocês, criei vocês, então me respeitam; quando na verdade estamos tentando fazer o melhor. É nesse momento que a família precisa de muita união e se interagir de modo inteligente para que não sejam criadas inimizades entre os próprios membros da família, principalmente quando alguém passar acreditar em tudo que o idoso falar. Agora deixe me ser um pouco mais exigente: Quando um dos membros da família passa dar mais crédito no idoso do que nos demais integrante do grupo, certamente há interesses particulares. Cuidados não podem ser confundidos com interesse particular colocando em detrimento aqueles que poderiam fazer melhor somente por amor. Pense nisso, é serio.
 
Certos idosos nessa fase da vida, principalmente os deprimidos, procuram carinhos e passam agir como crianças, procurando chamar atenção de todos para si. Lidar com essa e outras situações, vai depender de muita compreensão e união de todos. "Falar a mesma língua ou a mesma coisa, saber ouvir e segregar tudo, é a arte para conquistar a amizade e o carinho do idoso e manter a integridade unifica da família".
 
4. Idoso inválido e doentes terminais
 
Na vida, nada é tão cruel saber que não serve para mais nada. O leito da enfermidade é a crucificação para muitos que inconformados passam se auto maldizer. Cuidados especiais são validos, tais como: enfermeiro particular, cuidados domésticos. Porem, quando se tratando de famílias com pouco recurso financeiro, a igreja poderá disponibilizar o serviço de capelania, conforme já citado anteriormente. Mas fique sabendo que nada substitui a presença dos filhos nesses momentos finais. A presença dos filhos traz segurança, confiabilidade e conforto, assim eles não se sentem sozinhos ou isolados. Viver isolados traz insegurança, medo e solidão. Os pais mais jovens precisam preparar os filhos para entendê-los quando precisar deles, quando a terceira idade ou a velhice chegar. Você já pensou nisso?
 
Precisamos cultivar amizades, darmos muito carinho, suprir suas necessidades, compreender seus fracassos, pois estamos regando plantas das quais colheremos frutos no amanhã próximo.
Compreender esse mistério é dom de Deus, saber aplicá-lo é sabedoria divina, negligenciar é tolice. Essas regras são indispensáveis para a família de hoje que será a família da terceira idade amanhã.
 
IV. POR QUE DEVO ACEITAR A TERCEIRA IDADE
 
1. Por que é lei
 
a.      Lei divina – Por causa do pecado a velhice e a morte passou a todos. O homem começa envelhecer no dia que nasce. A Bíblia afirma que o limite são setenta anos, o resto são fadigas e cansaços. O peso dos anos vividos vai acumulando e o desgaste físico passa a nos atordoar. Eis a razão porque as pessoas se tornam irritadas, intolerante, estão enfadadas da vida.
 
b.     Compreender que a velhice é benção do Senhor – Nem sempre longevidade é sinal de salvação, levando em conta que a benção é para justos e injustos, pois a vida depende da qualidade que a vivemos. Para os cristãos, além de ser benção, é sinônimo de comunhão com Deus. É nessa fase da vida que temos mais tempo para nos dedicarmos ao serviço da igreja e do Senhor Jesus.
 
c.      Por que é uma lei natural e universal – Afirmação bíblica que ao homem está ornado morrer uma só vez: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo," (Hb 9. 27). Embora que a morte não se aplica apenas aos idosos, mas a todos, no entanto somos forçados a pensar que só vamos morrer quando a velhice chegar.
 
"O pecado que se tornou universal, fez da vida uma lei moral: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" (Rm 3. 23). Essa sentença foi proclamada no Éden.
 
CONCLUSÃO
 
Ao encerrar esse estudo, preciso ser claro: você queira ou não será velho um dia; prepare-se psicologicamente, cuide da saúde, faça amizades, ame seus filhos, crie mais vinculo familiar, seja um avô ou avó amante, dedique tempo para sua família, mostre a ele o valor da vida, estimule o amor paternal, pois um dia vai precisar disso tudo e algo a mais.
 
Não basta apenas ser um cristão cheio de fé, pois a fé sem as obras é morta. Seja exemplo dos fieis, pois serão eles os seus melhores amigos na terceira idade.
 
 
Pb. Jaime Bergamim
Bacharel em Teologia
Mestrado em Psicologia Pastoral
Pedagogo
 
 
 
 

 


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