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Educação na Pós-Modernidade.

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Na pós-modernidade a família perdeu um pouco do seu principal objetivo. Estamos vivendo no mundo dos valores invertidos em todas as esferas, seja humana, cristã, social ou econômica. Certo é que estamos à beira de um abismo sem precedente e sem volta.

 
O homem como chefe na pós- modernidade: Na era moderna, o homem exercia o papel importante como provedor da família, o responsável direto e mantenedor das necessidades da família. Ele era realmente a cabeça do lar e todos dependiam dele, e até mesmo os filhos casados estavam ligados diretamente ao pai que exercia o ofício de sacerdote e profeta do lar.
 
Por muito tempo a família dependeu inteiramente do seu patriarca, como podemos ver na história bíblica sobre Abraão Isaque e Jacó.
 
Ao longo dos anos, foi dado excesso de liberdade e perdido autoridade. A mulher conquistou o seu espaço, o adolescente seu direito; a autoridade do pai por sua vez passou para o segundo plano, a liberdade passou a ser libertinagem, e a autoridade passou a ser vergonhoso, o respeito tornou cafona, o certo tornou errado. Bem expressou Rui Barbosa "O homem ri da honra e tem vergonha de ser honesto".
 
Na pós-modernidade as escolas passaram a ensinar nossos filhos e a ter mais influência na educação pessoal que os próprios pais na chamada teoria “Educar sem Culpa”, mas o que vemos na realidade, são professores reféns de alunos.
 
Creio que educar sem culpar ou ferir a moral e o direito da criança e do adolescente é valido desde que levemos em conta a necessidade de controlar a rebeldia nata do indivíduo. Educar mostrando os princípios da cidadania para formarmos cidadãos cônscios de suas responsabilidades para com a família e sociedade com correção mais rígida, não se trata de educação culposa. 
 
Vejam abaixo a fase primordial para se educar conforme o "Dr. Içami Tiba":
 
Socialização elementar: até os 2 anos, quando a criança aprende a reconhecer e a educar as necessidades fisiológicas (vontade de fazer xixi, sede, fome). 
Socialização familiar: até 5 ou 6 anos, quando aprende a conviver com o pai, a mãe, irmãos e demais membros da família. 
Socialização comunitária: a partir dos 6 anos, quando começa a vida escolar. 
 
Na pós-modernidade essas três fases são antecipadas, pois, antes de um ano a criança já é colocada em creche ou berçário, e a socialização familiar praticamente não existe mais, pois os filhos ficam mais tempo na escola do que com os pais.
 
A Bíblia nos ensina a educar os filhos, ensina-los no caminho em que devem andar para que quando ficarem adultos não venha a desviar de tais princípios: Isso é obrigação dos pais e não da escola. Recomenda ainda que devemos educar o filho com a vara. É claro que essa não é a vara usada por muitos pais no passado, mas sim, bater com algo flexivo que não deixe mancha ou hematomas; esse é o principio de educar sem culpa, a força da palavra e do exemplo.
 
Evidentemente que não podemos defender os preceitos antigos da lei, que o filho desobediente era punido com sentença de morte, mas não podemos também abraçar leis modernas que nos tiram o direito da educação que chamo de "educação doméstica e socialização familiar".
 
Na pós-modernidade, na era da velocidade e do conhecimento, da informação rápida, nossos filhos e netos estão na nossa frente. A televisão e a internet chegaram antes de nós e ensinaram o sexo livre sem pudor e sem castidade, e ainda dizem que isso é educação. Sim, senhores e senhoras, reconheço que perdemos muito por conservarmos certos tabus, tais como: falar sobre sexo e gravidez, menstruação e masturbação, até porque em muitas de nossas igrejas a falta de cultura, nos vedou o direito de aprendermos a lidar com tais assuntos. O mito da cegonha que perdura até hoje, e no passado, beijo que engravidava. A menarca, o terror das adolescentes que ficavam em desespero e muitas delas entravam em quadro depressivo, por que as mães nunca tocavam em tal assunto. 
 
O amor livre, o ficar junto sem compromisso que está invadindo muitas igrejas, sendo tolerado e aceito por nós, obreiros. Hoje, a garota de treze e quatorze anos, e o moço não muito mais do que isso, está tomando decisões que deveria ser de um adulto. A experiência sexual nessa faixa de idade é quase comum para eles.
 
Para os sociólogos, é perfeitamente natural porque cada um deve escolher o seu modo de viver, e não podemos frustrá-los ou contrariá-los. Eis a razão porque muitas mães ainda adolescentes e pais não assumidos, ou seja, meninos adolescentes que não assumem a paternidade, pois não estão preparados e com responsabilidades para serem verdadeiros pais. Assim, os avós acabam assumidos os dois papéis: "avós e pais ao mesmo tempo".
O esvaziamento do poder das autoridades devidamente constituídas é uma das claras características desse tempo pós-moderno. O que se vê são professores reféns de alunos; determinados pastores com medo das ovelhas e pais subordinados aos seus próprios filhos. Crise de autoridade, esse é o nome. Até mesmo a Bíblia, que em dias passados exercia supremacia e influencia perante a sociedade, hoje já não é aceita como autoridade – senão religiosa, e "olha lá". Ainda, o próprio Estado tem tido a sua interferência na vida dos cidadãos restringida, imperando-se o pensamento de que cada pessoa é responsável pela sua própria vida, sem que ninguém precise dizer o que ela pode ou  não fazer, sempre a pretexto da liberdade.
 
Segunda a Bíblia, o pai é a legitima autoridade do lar. Ele é a cabeça da família. Aquele que detém a autoridade. Esse princípio deve ser entendido, praticado e defendido. Não se concebe que filhos se rebelem contra seus genitores, e isso seja considerado como uma prática normal.
 
Por outro lado, não se confunde autoridade com autoritarismo. Autoridade é legítima, o autoritarismo não. Este é o exercício ditatorial do poder dentro de casa, fazendo com que os filhos cresçam não com respeito, mas com medo de seus pais, pois tudo quanto fazem ou dizem são rapidamente  censurados, corrigidos e castigados. A truculência, a tirania, e a imposição não fazem parte da verdadeira autoridade, afinal ao invés de contribuir para o crescimento e o fortalecimento da família, promove o distanciamento dos seus entes, os quais partem em busca do seu próprio espaço. 
Nas palestras para família, sempre enfatizo o cuidado com a educação, pois o conceito moderno de educação abriu brecha que chamo de "educação para morte", ou seja, morte dos conceitos antigos para dar lugar a conceitos novos. Sim, precisamos quebrar velhos paradigmas, mas muito cuidado para não removermos os marcos antigos e as veredas direitas de nossos pais na fé.
 
Que Deus nos abençoe em Cristo Jesus.
 
Acesse: http://pbjaimebergamim.webnode.com.br, no link família e procure por "Educar sem Culpa".
 
 
Pb. Jaime Bergamim
 
Bacharel em Teologia
Mestrado em Psicologia Pastoral
Pedagogo 
 
 
 
 

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